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O estereótipo do modelo financeiro mundial nos remete a uma imagem de um ambiente completamente centralizado, com pouca flexibilidade, constantemente controlado / supervisionado e com pouca ou quase nenhuma colaboração direta e proativa entre seus agentes. No entanto, nos últimos anos temos visto muitas iniciativas tecnológicas capazes de mudar este modelo e até desafiar as regulações até então “intocáveis”, incluindo os bancos sem custos nem comissões e com suporte completamente eletrônico (princípio das Fintechs).
E se estivéssemos a um passo de mudar todo este modelo inflexível e centralizado para outro completamente colaborativo, no qual a regulação e a supervisão se tornem passivas e os agentes financeiros muito mais colaborativos?
Blockchain, a tecnologia usada nos bitcoins, é um conceito criado para trocar dinheiro por serviços e produtos com o objetivo de eliminar intermediários e flexibilizar o mercado global. A tecnologia parece estar cada dia mais próxima de sua utilização global, mas não por quem se suporia, e sim pelos próprios agentes financeiros.
Como resultado de uma pesquisa realizada em 2015[1] com algumas das empresas mais relevantes e robustas em todo o âmbito internacional, obtiveram-se os seguintes indicadores:
Além disso, embora em menor porcentagem que no setor financeiro, observa-se que, como tendência de mercado, outras áreas também estão no ponto de mira, onde a tecnologia Blockchain tem grande impacto, como “Identificação”, “Títulos de propriedade” ou “Comunicação máquina a máquina”.
Esses dados indicam uma forte tendência de incorporação da tecnologia Blockchain no modelo de intermediação financeira a nível global, o que, a priori, poderia transformar todo o sistema em um modelo autogerenciável, onde os próprios bancos, empresas especializadas em investimento e reguladores poderiam interagir de forma indireta, mas totalmente automatizada.
Temos presenciado tecnologias capazes de mudar o mundo e até nossa forma de viver. Exemplos não faltam: Wireless, Internet Móvel, GPS, telas sensíveis ao toque, Smartphones, etc. Tudo indica que a tecnologia Blockchain chegou para ser um dos protagonistas desta lista. No entanto, a busca por um padrão de comunicação que permita sua utilização por todos os agentes mundiais para prestar seus serviços representa um grande desafio, envolvendo tecnologia, comunicação e regulamentações nacionais, continentais e mundiais.
A boa notícia é que essa busca não é algo utópico nem teórico. Recentemente, a R3 (apoiada e patrocinada por 43 instituições financeiras), juntamente com a Chain (apoiada por grandes players como Visa e Nasdaq) e alguns gigantes da tecnologia, completaram uma prova de conceito de aplicação prática em sistemas ledger online, incluindo processamento em cloud.
[1] Bitcoin and Blockchain Thought leaders Annual Survey: Dados retirados da apresentação disponível em: http://www.coindesk.com/state-of-bitcoin-blockchain-2016/
Se desejar saber mais sobre as iniciativas de padronização: Consortium ou se quiser saber mais sobre a tecnologia: Coin Desk.
E se estivéssemos a um passo de mudar todo este modelo inflexível e centralizado para outro completamente colaborativo, no qual a regulação e a supervisão se tornem passivas e os agentes financeiros muito mais colaborativos?
Blockchain, a tecnologia usada nos bitcoins, é um conceito criado para trocar dinheiro por serviços e produtos com o objetivo de eliminar intermediários e flexibilizar o mercado global. A tecnologia parece estar cada dia mais próxima de sua utilização global, mas não por quem se suporia, e sim pelos próprios agentes financeiros.
Como resultado de uma pesquisa realizada em 2015[1] com algumas das empresas mais relevantes e robustas em todo o âmbito internacional, obtiveram-se os seguintes indicadores:
- 43% delas afirmaram estar realizando iniciativas relacionadas com Blockchain. Adicionalmente;
- 77% das entrevistadas apostam que o maior impacto que essa tecnologia pode gerar em curto prazo será no setor financeiro.
Além disso, embora em menor porcentagem que no setor financeiro, observa-se que, como tendência de mercado, outras áreas também estão no ponto de mira, onde a tecnologia Blockchain tem grande impacto, como “Identificação”, “Títulos de propriedade” ou “Comunicação máquina a máquina”.
Esses dados indicam uma forte tendência de incorporação da tecnologia Blockchain no modelo de intermediação financeira a nível global, o que, a priori, poderia transformar todo o sistema em um modelo autogerenciável, onde os próprios bancos, empresas especializadas em investimento e reguladores poderiam interagir de forma indireta, mas totalmente automatizada.
Temos presenciado tecnologias capazes de mudar o mundo e até nossa forma de viver. Exemplos não faltam: Wireless, Internet Móvel, GPS, telas sensíveis ao toque, Smartphones, etc. Tudo indica que a tecnologia Blockchain chegou para ser um dos protagonistas desta lista. No entanto, a busca por um padrão de comunicação que permita sua utilização por todos os agentes mundiais para prestar seus serviços representa um grande desafio, envolvendo tecnologia, comunicação e regulamentações nacionais, continentais e mundiais.
A boa notícia é que essa busca não é algo utópico nem teórico. Recentemente, a R3 (apoiada e patrocinada por 43 instituições financeiras), juntamente com a Chain (apoiada por grandes players como Visa e Nasdaq) e alguns gigantes da tecnologia, completaram uma prova de conceito de aplicação prática em sistemas ledger online, incluindo processamento em cloud.
[1] Bitcoin and Blockchain Thought leaders Annual Survey: Dados retirados da apresentação disponível em: http://www.coindesk.com/state-of-bitcoin-blockchain-2016/
Se desejar saber mais sobre as iniciativas de padronização: Consortium ou se quiser saber mais sobre a tecnologia: Coin Desk.